quinta-feira, 23 de julho de 2015

Abandonada



desliza na tenra 
e luzidia noite
abandona-te à escuridão
discreta e leve
cavalga a garupa
profunda e negra
não vás
no entanto
em modo clandestino
previne-te  
acautela-te
com o título
oficial do reino
contacta a tua freguesia
e desfruta

terça-feira, 21 de julho de 2015

metáfora



Um homem sem cabeça, no meio do nada, à deriva num barco, com um cão à proa. Uma mão invisível que o conforta. Uma língua rósea que parece dar bênçãos à viagem. Podia ser uma metáfora.

pão




da poia
o pão

quinta-feira, 9 de julho de 2015

tem gente



bati à porta
tem gente
não ouvindo
entrei
o espectáculo da solidão
olhos nos olhos
nunca é bonito
nem olvidável