quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Dexter

Ontem vi os dois últimos episódios da temporada final da série Dexter.
Deitei-me furiosa com os guionistas com quem já tinha tido um “desaguisado” na sexta temporada mas com quem havia feito as pazes na sétima.
Acordei, no entanto, apaziguada.
Não foi um final feliz. Não foi um final fácil. Houve muitas inconsistências e incoerências nos dois episódios finais. Nota-se a luta dos guionistas para conseguir um final digno para as personagens principais. Tentam moralizar.
Quanto a mim o Dexter que tinha vivido entre dois mundos, o mundo dos humanos e o mundo dos psicopatas, na linha que separa os dois mundos, acaba por passar para o mundo dos humanos, deixando o sua condição de psicopata. Isto vê-se na motivação da última morte, do seu último assassinato por vingança pura, uma motivação totalmente humana.
Dexter no fim é promovido (ou terá sido despromovido?) a ser-humano. No fundo conhece finalmente o mundo daqueles seres que achava tão diferentes de si. E aí, surpresa das surpresas, não é tão fácil assim! Sentir! Ter emoções, sentir desgosto, culpa, angústia, amor! E afinal em comparação com estas dificuldades humanas, ser psicopata, matar friamente, ter vida dupla, tudo isto era canja.
O Dexter humano torna-se demasiado humano. Sobrevive. Mas conseguirá viver?

Irredutível Combatente




Uma ervilha rigorosa
ingurgitando-se de luz
pulsa doida e dolorosa
numa direcção conduz
o resistente guerreiro
convidado a capitular
teima obstinado e triste
a espada não entregar.
Mais empenhado insiste
na vitória, nesse prémio
depois do cessar fogo
para lá de carente, abstémio
abraça abnegado o prólogo
sem se deixar desarmar.
Dizem que a guerra acabou.
Ele não pode acreditar,
tem uma ideia, é escravo
indisponível p'ra parar.



quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Modigliani

Um Modigliani de Luciano Duarte.

Sombras

Não há luz sem sombras.

Um Roubo

Toda a memória é um roubo. Um roubo ao esquecimento que tudo reclama. Por isso mais vale pegar nas palavras que ficaram no ar, captura-las numa memória. Forjada e feliz. Guarda-la dentro de um baú-cofre para marcar o tempo como quem escreve numa árvore a canivete: dois nomes, uma impossibilidade.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014