sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Dexter
Ontem vi os dois
últimos episódios da temporada final da série Dexter.
Deitei-me furiosa
com os guionistas com quem já tinha tido um “desaguisado” na
sexta temporada mas com quem havia feito as pazes na sétima.
Acordei, no entanto,
apaziguada.
Não foi um final
feliz. Não foi um final fácil. Houve muitas inconsistências e
incoerências nos dois episódios finais. Nota-se a luta dos
guionistas para conseguir um final digno para as personagens
principais. Tentam moralizar.
Quanto a mim o
Dexter que tinha vivido entre dois mundos, o mundo dos humanos e o
mundo dos psicopatas, na linha que separa os dois mundos, acaba por
passar para o mundo dos humanos, deixando o sua condição de
psicopata. Isto vê-se na motivação da última morte, do seu último
assassinato por vingança pura, uma motivação totalmente humana.
Dexter no fim é
promovido (ou terá sido despromovido?) a ser-humano. No fundo
conhece finalmente o mundo daqueles seres que achava tão diferentes
de si. E aí, surpresa das surpresas, não é tão fácil assim!
Sentir! Ter emoções, sentir desgosto, culpa, angústia, amor! E
afinal em comparação com estas dificuldades humanas, ser psicopata,
matar friamente, ter vida dupla, tudo isto era canja.
O Dexter humano
torna-se demasiado humano. Sobrevive. Mas conseguirá viver?
Irredutível Combatente
Uma ervilha rigorosa
ingurgitando-se de
luz
pulsa doida e
dolorosa
numa direcção
conduz
o resistente
guerreiro
convidado a
capitular
teima obstinado e
triste
a espada não
entregar.
Mais empenhado
insiste
na vitória, nesse
prémio
depois do cessar
fogo
para lá de carente,
abstémio
abraça abnegado o
prólogo
sem se deixar
desarmar.
Dizem que a guerra
acabou.
Ele não pode
acreditar,
tem uma ideia, é
escravo
indisponível p'ra
parar.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Um Roubo
Toda a memória é um roubo. Um roubo
ao esquecimento que tudo reclama. Por isso mais vale pegar nas
palavras que ficaram no ar, captura-las numa memória. Forjada e
feliz. Guarda-la dentro de um baú-cofre para marcar o tempo como
quem escreve numa árvore a canivete: dois nomes, uma
impossibilidade.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Subscrever:
Mensagens (Atom)

